sexta-feira, 18 de julho de 2014

A menina que eu amo



A menina que eu amo...
Não se ama, não se cuida...
A menina que eu amo tem cabelo black...
Tem cabelo loiro...

A menina que eu amo tem muitos amigos homens, não tem amigos.
Ela passa na rua suavemente, delicada.
Outrora enraivada, varada de ódio.
O que eu posso fazer? O que me cabe?
Odiar também? Ou responder ao ódio com amor?

Se eu lhe toco suave, grita.
Se eu grito, me toca violentamente.
Se peço amor, recebo ousadia.
Se sou ousado, recebo amor.


Mundo rosa não é seu forte.
Ela prefere mais tons de cores.
Darck também não rola.
Ela não é de pudores, vive muitos amores.

Ela sofre e chora e é meu colo que vem correndo pedir.
Tenho que ir. O trabalho me espera. 
Mas, como abandonar a mulher com quem vou casar?

Só um momento!
Não fale em casamento.
Ela me disse que não quer viver sob correntes por vontade própria.
Estava angustiado. Confuso.
Que mulher não quer se casar?

A resposta é simples: as mesmas que não querem se depilar.
Se reprimir.
As que não aceitam a opressão.
Por que ela me deu tanto "não" se o "sim" bastava?

Primeiro encontro eu me lembro: não quis esticar comigo
Se és tão liberal por que não vai para a cama com um amigo?
A liberdade é minha e ninguém toma.
Se decidisse que daria, assim faria, mesmo tachada de puta.
Mas, decido que não quero e meu 'não' não tem explicação. 

Nem modelo de esquina. Nem Barbie. 
Nem modelo de Hollywood. Nem princesa. 
Nem bicho. Nem mãe.
Mulher. Em todas as suas nuances.

Não dá para igualar, classificar, reprimir.
Não dá para omitir prazer a elas.
Mas, o prazer é delas e só delas.
Não podemos tirar e devemos dar se assim lhes convir.

Somos insanos, somos doentes, somos homens apaixonados.
Mulheres são insanas, são doentes, são eternas meninas e desde sempre mulheres.

A menina que eu amo é atrevida, distraída, confusa, livre e revoltada.
Ela sabe ser fera com quem merece e sabe ser doce com quem carece.

A menina que eu amo é uma mulher.
Faz coisas como uma mulher por isso faz de tudo.
Tudo o que quer e tudo o que eu deixar.
Mas, eu não deixo nada, pois, não cabe a mim assinar carta de autorização.

A menina que eu amo é livre.
E é por isso que eu a amo.
Ela vem a mim quando quer e suas visitas são meu consolo.
Eu vou a ela quando quero e é o tempo todo, mas, ela não me quer ali, parado ao seu lado
Ela me quer atrás, seguindo- a, aplaudindo e apoiando

Ela me quer amando.
A MULHER que eu amo não quer ninguém julgando, mas, deixa todo mundo olhando.

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